expressionismo
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Expressionismo
(1905-1930)
Se nos voltamos para a qualidade, para o valor da sensação, os expressionistas não estão muito longe dos fauves: é ainda a sensação que define a condição existencial, o ser-no-mundo do homem moderno. Mas aquilo que nos fauves é uma espécie de exaltação pânica, uma apropriação total da realidade, para os expressionistas (...) é a irrupção de profundos e convulsivos complexos: aquela visão deformada, aquela sensação exasperada e furiosa, aquele juízo severo sobre as coisas do mundo são o produto de antigos terrores, de culpas longínquas e obscuras repressões. Podemos dizer (...) que a formação dos fauves é objetiva, enquanto a dos expressionistas é subjetiva. Os fauves não têm preocupações racionais, na própria composição do grupo já encontramos em germe o internacionalismo da Escola de Paris. Nos expressionistas (...), há um germanismo que quer sublimar-se, tornar-se europeu. Por isso a obra dos expressionistas, que recoloca a questão de uma experiência romântica não resolvida, é repleta de ansiedade: de um lado, o problema da visão, que os teóricos da visibilidade colocam em termos rigorosos, de outro o problema religiosos e social, a questão do velho artesanato e da arte popular, do primitivo e do moderno (...) (ARGAN, G. C. As Fontes da Arte Moderna).
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Imagem: MUNCH, O Grito; Museu Munch, Oslo. |