estética
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Estética
(ideal clássico)
(...) A tarefa do educador é chamar a atenção para obras que são dignas de estudo e mostrar, em tanto detalhe quanto seja praticável, como foram conseguidos os efeitos consequentes. Um sentimento de beleza ora se manifesta antes do entendimento, ora se segue a um estudo detalhado; e, por vezes, os indivíduos podem concluir corretamente que são incapazes de apreciar o que outros consideram ser uma beleza.
Aceito que algumas pessoas não podem reconhecer a beleza de uma obra de música clássica, um pergaminho chinês da dinastia Sung ou o desempenho da forma teatral japonesa Kabuki. Mas, falando sem rodeios, a falta de apreciação carece de significado na ausência de um esforço para entender. O que se deve fazer nas artes é tentar penetrar no mundo da obra e do artista a fim de apreender o que está sendo tentado, familiarizar-se com as ferramentas usadas e tentar interpretar seus próprios entendimentos (...).
Uma vez que a pessoa tenha feito um sincero esforço para entender, pode então retornar justificadamente aos seus juízos intuitivos de beleza, indiferença ou mesmo repulsa.(...) Regra geral, porém, é que são compensadores os investimentos de tempo para penetrar a fundo nas obras de artistas a quem estimamos. Mesmo que, no final, não nos apaixonemos pela obra, podemos admirar sua feitura e entender por que outros acham a obra fascinante, poderosa, bela (GARDNER, H. O Verdadeiro, o Belo, e o Bom, cap. 8).
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Imagem: GOYA, A Marquesa de Santa Cruz; Museu do Prado, Madri. |